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CREA-SE prevê R$ 620 mil para gastos com propaganda enquanto nega reposição da inflação aos servidores

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A proposta orçamentária do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (CREA-SE) para o exercício de 2026 revela um cenário de prioridades distorcidas. Enquanto a autarquia planeja investir R$ 620.000,00 em despesas voltadas à divulgação institucional, a presidência mantém uma postura de total intransigência em relação à recomposição salarial dos trabalhadores. O pleito dos servidores, que solicita um reajuste de apenas 3,9% para repor as perdas inflacionárias, foi recebido com desdém pela gestão, que alega “não entender” a pauta econômica da categoria após críticas legítimas feitas à administração.
O montante destinado à propaganda é quase quatro vezes superior ao impacto anual necessário para garantir o reajuste inflacionário de todos os servidores, estimado em R$ 165 mil. É escandaloso que o Conselho, que encerrou o último ano com mais de R$ 11,5 milhões em caixa, prefira gastar centenas de milhares de reais com a própria imagem do que preservar o poder de compra de quem faz o conselho funcionar no dia a dia. Enquanto a verba para o “marketing” está garantida, o servidor amarga o congelamento salarial e a falta de diálogo.
 
A política de privilégios da cúpula se completa com os gastos da própria presidência, que em 2025 consumiu mais de R$ 64 mil apenas em diárias e passagens, além de mais de R$ 77 mil em Jetons. O SINDISCOSE denuncia que não falta orçamento no CREA-SE, mas sim respeito pelo funcionalismo. Não aceitaremos que os recursos públicos sejam usados para autopromoção da gestão enquanto os salários dos trabalhadores permanecem estagnados sob a justificativa de uma crise que só existe para a base.
 
“O Conselho não pode alegar falta de liquidez. O balancete de encerramento de 2025 mostra que o CREA-SE possui R$ 774.258,51 disponíveis imediatamente em contas correntes no Banese e na Caixa Económica. Além disso, mantém uma fortuna de R$ 10.817.423,04 rendendo juros em aplicações financeiras nestas mesmas instituições. É um volume de recursos que torna a negativa de um reajuste de 3,9% — cujo impacto anual é de cerca de R$ 165 mil — uma decisão política de arrocho, e não uma necessidade financeira.”
O Sindicato, protocolou oficio no dia 03 de março de 2026, sob o número: 1797300/2026, com a proposa de acordo coletivo, pedindo como novidade apenas a reposição inflacionária, porém, o mesmo se encontra com o Status de finalizado (conforme imagem). Hoje, sob o protocolo número: 1798418/2026, fizemos uma reiteração, afim de obter uma resposta formalizada sobre a recomposição inflacionária da categoria.
 
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