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Em Assembleia Geral Extraordinária realizada, os servidores do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Sergipe (CRMV-SE) aprovaram, por unanimidade, a realização de uma paralisação de advertência no dia 13 de outubro, com duração de 24 horas, além de autorizarem o ajuizamento de Dissídio Coletivo perante o Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (TRT20). A decisão reflete o esgotamento das tentativas de diálogo com a gestão da autarquia, que se recusa terminantemente a negociar e nega até mesmo a reposição inflacionária do período.
A pauta econômica da categoria reivindica a recomposição com base no INPC acumulado até a data-base de maio (4,42%), índice essencial para repor o poder de compra corroído pela inflação. Contudo, mesmo com ofícios protocolados desde maio e uma audiência de mediação realizada na Superintendência Regional do Trabalho (SRTE/SE), a direção do CRMV-SE manteve-se irredutível, afirmando que uma decisão interna de seu Plenário barrou a celebração do acordo e alegando pretexto de “insegurança jurídica” para travar o diálogo.
A postura da gestão é vista como retaliação direta às sucessivas derrotas que o Conselho sofreu na Justiça do Trabalho ao tentar impor, de forma unilateral, o aumento da jornada de trabalho sem qualquer contrapartida salarial — tentativa barrada pela 1ª Vara do Trabalho e confirmada por três decisões no TRT20.
Impacto direto na sociedade: fiscalização de clínicas e abatedouros será suspensa
A paralisação de um dia foi uma medida extrema, adotada após meses de portas fechadas na autarquia. O SINDISCOSE alerta que os prejuízos decorrentes da paralisação recaem diretamente sobre a sociedade sergipana, consequência exclusiva da intransigência da diretoria do conselho.
Durante as 24 horas de mobilização, os serviços de fiscalização do CRMV-SE serão completamente paralisados. Na prática, clínicas veterinárias, consultórios, hospitais veterinários e estabelecimentos que demandam controle sanitário e profissional — a exemplo de abatedouros e indústrias de produtos de origem animal — ficarão sem a devida fiscalização. Essa atividade é essencial para coibir o exercício ilegal da profissão, assegurar o bem-estar animal e resguardar a saúde pública contra riscos sanitários e zoonoses.
Próximos passos e dissídio coletivo
O sindicato já formalizou a notificação prévia à direção do CRMV-SE, cumprindo rigorosamente os prazos legais antes do dia efetivo da paralisação, que ocorrerá dia 13 de outubro de 2026.
Ao mesmo tempo, o corpo jurídico do SINDISCOSE protocolará a ação de Dissídio Coletivo no TRT20 para que a Justiça Trabalhista arbitre as cláusulas do Acordo Coletivo e assegure o reajuste inflacionário que a gestão se recusa a conceder administrativamente.
O SINDISCOSE reafirma que a categoria sempre esteve aberta à negociação e reitera que a valorização dos servidores é pré-requisito básico para um serviço público de fiscalização eficiente e seguro para toda a população sergipana.



