A luta sindical existe para defender direitos, cobrar transparência e enfrentar abusos. Quando um dirigente sindical é intimidado por cumprir esse papel, o ataque não é apenas contra uma pessoa, mas contra toda a organização da classe trabalhadora.
É diante desse cenário que a Contracs-CUT divulgou nota de solidariedade ao companheiro Igor Fernando Acioly Silva Baima, presidente do Sindiscose, após ele ser intimado a comparecer à 1ª Delegacia Metropolitana de Aracaju, em razão de inquérito policial aberto pelo presidente do Crea-SE, Dilson Luiz de Jesus Silva. A medida ocorreu depois de denúncias feitas pelo sindicato sobre a suposta utilização particular e irregular de um veículo adquirido com recursos públicos.
Para a Contracs-CUT, tentar transformar denúncia sindical em caso de polícia é uma forma grave de intimidação. Por isso, a entidade afirma que defender a lisura, fiscalizar o uso do dinheiro público e denunciar possíveis irregularidades não é crime, mas parte legítima da atuação das entidades que representam trabalhadores e trabalhadoras.
A Confederação também destaca que a perseguição a dirigentes sindicais segue sendo uma realidade preocupante no Brasil. Em pleno 2026, não é aceitável que lideranças sejam pressionadas, constrangidas ou criminalizadas por exercerem uma função essencial à democracia e à defesa do interesse público.
A solidariedade ao companheiro Igor Baima, portanto, é também uma mensagem firme em defesa da liberdade sindical. Nenhuma entidade pode ser silenciada por denunciar aquilo que considera irregular, especialmente quando estão em jogo recursos públicos, moralidade administrativa e direitos da categoria.
Segue a nota na íntegra:
Nota de solidariedade a dirigente sindical e de repúdio à perseguição antisindical
A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs-CUT), manifesta sua solidariedade ao companheiro Igor Fernando Acioly Silva Baima, presidente do Sindicato dos Servidores em Conselhos e Ordens de Fiscalização Profissional do Estado de Sergipe (Sindiscose), diante de mais um grave episódio de tentativa de intimidação contra a atuação sindical.
O companheiro Igor foi intimado a comparecer à 1ª Delegacia Metropolitana de Aracaju, após a abertura de inquérito policial pelo presidente do Crea-SE, Dilson Luiz de Jesus Silva, em razão de denúncias feitas pelo sindicato sobre a suposta utilização particular e irregular de um veículo adquirido com recursos públicos.
A Contracs-CUT repudia qualquer tentativa de criminalização da atividade sindical. Defender a transparência, fiscalizar o uso do dinheiro público e denunciar possíveis irregularidades não pode ser tratado como crime. Pelo contrário, essa é uma função legítima das entidades sindicais, especialmente quando estão em jogo o interesse público, a moralidade administrativa e os direitos da categoria representada.
É inadmissível que, em pleno 2026, dirigentes sindicais ainda sejam alvo de perseguições, intimidações e medidas que buscam desviar o foco das denúncias apresentadas. A tentativa de transformar a atuação combativa do sindicato em caso de polícia representa um ataque não apenas ao dirigente em questão, mas ao conjunto do movimento sindical brasileiro.
A Contracs-CUT reafirma que lutar por lisura, transparência e responsabilidade na gestão pública é um dever político e social das entidades representativas de classe.
Nossa solidariedade ao companheiro Igor Baima e a toda a direção do Sindiscose. Nenhuma intimidação será capaz de calar a luta sindical.
Sindicato forte não se curva. Sindicato forte enfrenta, denuncia e defende a categoria.
Brasília, 30 de abril de 2026
Contracs-CUT
Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT



