Em assembleia geral convocada pelo Sindiscose e realizada na última sexta-feira (4), às 17h, no auditório da CUT, os servidores do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe(CREA) aprovaram estado de greve e deliberaram pela realização de um ato de paralisação no dia 18 de setembro. A decisão reflete o descontentamento da categoria diante do congelamento salarial e da falta de diálogo por parte da administração do conselho.
Sem assinar Acordo Coletivo de Trabalho há dois anos, o CREA ainda não concedeu a reposição inflacionária relativa a este ano, deixando os trabalhadores sem nenhum reajuste salarial. A categoria reivindica o cumprimento estrito da data-base, o que garante a aplicação da correção inflacionária retroativa a 1º de janeiro, além da reabertura imediata de uma mesa de negociações. Somente neste ano, o sindicato encaminhou três ofícios à gestão solicitando tratativas sobre as demandas trabalhistas, mas nenhum deles obteve resposta ou qualquer sinalização institucional.
A paralisação marcada para o dia 18 de setembro antecede a plenária do CREA, agendada para o dia 21 deste mês. É no plenário que os conselheiros votarão o reajuste salarial do quadro funcional. O objetivo do movimento é chamar atenção para o corpo de conselheiros para que aprovem a reposição das perdas inflacionárias devidamente retroativa ao início do ano.
Os rumos do movimento paredista dependerão diretamente do resultado da sessão plenária. Uma nova assembleia dos servidores será realizada no dia 25 de setembro, quando o desfecho da votação no plenário do conselho será avaliado. Caso as demandas da categoria continuem sem atendimento satisfatório, os trabalhadores poderão deliberar pela deflagração de greve por tempo indeterminado.



