O Sindicato dos Servidores em Conselhos e Ordens de Fiscalização Profissional e Entidades Coligadas e Afins do Estado de Sergipe (Sindiscose) deu mais um passo decisivo na organização do movimento paredista dos trabalhadores do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe (CREA/SE). Na manhã desta terça-feira (15), a entidade sindical formalizou junto ao Gabinete da Presidência do órgão a notificação sobre a paralisação de advertência de 24 horas, que ocorrerá na próxima sexta-feira, 18 de setembro.
O documento, registrado sob o Ofício nº 077/2026 e autuado no sistema do conselho pelo protocolo nº 1807046/2026, comunica oficialmente a deliberação soberana tomada em assembleia geral da categoria no último dia 4 de setembro. Com a medida protocolada tempestivamente, o sindicato atende a todos os requisitos formais e legais de comunicação prévia, resguardando integralmente os servidores que irão cruzar os braços.
A notificação ressalta que o ato é consequência direta da inércia e do esgotamento das vias de diálogo institucional por parte da gestão. O conselho permanece sem assinar Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) há dois anos e, ao longo deste exercício, não concedeu qualquer índice de reposição inflacionária. Além disso, a administração ignorou completamente três ofícios enviados pelo Sindiscose ao longo de 2026 cobrando a abertura de negociações.
A pauta do movimento exige o cumprimento da data-base e a recomposição das perdas inflacionárias devidamente retroativas a 1º de janeiro. A diretoria do Sindiscose reafirmou no documento que a mobilização ocorrerá de maneira pacífica e organizada.
A paralisação do dia 18 de setembro também funciona como ato de alerta antes da plenária do conselho, marcada para 21 de setembro, ocasião em que o plenário votará a pauta salarial. A depender da postura dos conselheiros e da administração, a categoria já tem nova assembleia convocada para o dia 25 de setembro, quando poderá deliberar pela deflagração de greve por tempo indeterminado.



